terça-feira, 15 de dezembro de 2009
MENTIRAS DO CLIMA
terça-feira, 11 de agosto de 2009
CORRUPÇÃO
"Que Deus lhe dê em dobro tudo que aos outros desejares" "Quem trama desventuras para outros estende armadilhas para si". Esopo (Séc. VII a VI a.c.)
Sexta-feira, Agosto 07, 2009
JOSÉ SERRA TAMBÉM DEVERÁ SER DENUNCIADO ATÉ O FIM DO ANO
O governador de São Paulo José Serra, no máximo, até o fim de 2009 deverá ser objeto de uma denúncia já em fase final, a exemplo da representação que envolve a governadora tucana Yeda Crusis será protocolado um pedido de afastamento imediato do cargo de Governador do Estado, bloqueio de bens, assim como, pedidos de prisões, recolhimento de passaportes e proibições de deixar o país. A soma dos contratos firmados entre a ALSTOM e estatais paulistas durante os governos tucanos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e agora José Serra em valores atualizados, já chegaria a R$ 1,378 bilhão. A multinacional franco-suíça sob investigação também nos dois países onde tem origem é acusada de pagar nos últimos 14 anos mais de R$ 13 milhões em suborno a políticos do PSDB e a autoridades do governo tucano de São Paulo em troca da obtenção desses contratos com as estatais paulistas.EMPRESÁRIO CONFESSA LIGAÇÃOO empresário preso pela Polícia Federal Luiz Geraldo Tourinho Costa testemunhou que usou uma conta de empresa sua no Uruguai para a Alstom pagar propinas à políticos por negócios feitos com a Petrobrás, durante último ano do governo FHC, em 2002, fato que envolveria também um ex-presidente. A Petrobrás teve 2 presidentes em 2002 sob comando tucano de FHC: Philippe Reichstul e Francisco Gros. Subornos de US$ 550 mil e US$ 220 mil (dólares) eram remetidos da Alstom na Suíça para a empresa off-shore de Tourinho Costa. O empresário recebia 5% de comissão, e repassava 95% para abastecer as malas de dinheiro de políticos demo-tucanos.O caso é investigado na Suíça, na França e no Brasil. As autoridades brasileiras já estariam bastante adiantadas e já estariam de posse da documentação da Alstom em poder do Ministério Público da Suíça que provam que pelo menos parte da propina atribuída à empresa chegou a políticos tucanos de São Paulo por meio de dois doleiros. CONSELHEIRO TUCANO DO TCE PAULISTA ESTARIA ENVOLVIDOAlgumas provas apontam a existência de uma conta que pertenceria ao conselheiro do TCE Robson Marinho em suposta ligação com o esquema de propinas da Alstom que ocorreu no período em que ele deixou o cargo de secretário da Casa Civil do governador Mário Covas (morto em 2001) e assumiu o posto de conselheiro do TCE. Pesssoa ligadas aos tucanos em 1994, ele foi coordenador da campanha que elegeu Covas governador. Vários contratos suspeitos têm relação com o Metrô de São Paulo e vêm se perpetuando nos sucessivos governos do PSDB, que controlam a máquina estadual há 13 anos. Um ex-diretor da empresa, José Sidnei Colombo Martini, assumiu em 1999 a presidência da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), então controlada pelo governo estadual. Desde então, a CTEEP celebrou 47 contratos com a Alstom, no valor de pelo menos R$ 333 milhões.As investigações já teriam provado a ligação direta dos tucanos com os envolvidos nas propinas da Alstom e estariam bastante adiantadas em vista do oferecimento da delação premiada, alguns seriam operadores, outros beneficiários e outros intermediavam a entrega do dinheiro superfatrurado dos cofres públicos no esquema. O jornal "Wall Street Journal" publicou matéria relatando que a multinacional estava sendo investigada por autoridades francesas e suíças sobre o pagamento de propinas de milhões de dólares para ganhar contratos na Ásia e na América Latina.ALSTOM CONTINUA ATUANDO EM SÃO PAULOE mesmo sob suspeita de prática de propina a fornecedora de equipamentos para o setor de energia e transporte Alstom, anunciou fechamento de novos contratos com o governo estadual paulista de José Serra PSDB, para modernizar o sistema das linhas 1, 2 e 3 do metrô paulista no valor de mais R$ 712 milhões. David Zylbersztajn, secretário de Energia do Estado e presidente do conselho de administração da Eletropaulo durante o período em que foram negociados contratos com a Alstom seria também um dos denunciados.Há suspeita também de suborno no setor elétrico, pois o ex-diretor da Alstom Sidnei Colombo Martini antes do leilão de privatização da CTEEP, teria se reunido na Colômbia com dirigentes da Interconexión Eléctrica. Cinco meses depois, os colombianos arremataram a estatal por R$ 1,193 bilhão.Pesariam acusações de enriquecimento ilícito, dano ao erário e infração de princípios administrativos, peculato, corrupção ativa, falsidade ideológica, locupletamento em dispensa de licitação e formação de quadrilha serão quase que certas. Quatro transferências foram parar na conta da "offshore" MCA Uruguay Ltd., nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal localizado no Caribe. Segundo investigadores a MCA seria controlada pelo brasileiro Romeu Pinto Jr.Os valores transferidos sob ordens da Alstom são os seguintes: US$ 207.659,57 (outubro de 1998), US$ 298.856,45 (dezembro de 1998), US$ 245 mil (dezembro de 2001) e US$ 255 mil (fevereiro de 2002). O valor total (US$ 1.006.516) equivale a R$ 1,8 milhão, quando se corrige os valores pelas datas da transferência.Uma ação de improbidade administrativa prevê as seguintes sanções: perda dos bens adquiridos ilicitamente, ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos, perda do cargo ou função pública, suspensão dos direitos políticos por um período de 8 a 10 anos, pagamento de multa civil e proibição de contratação com o setor público.
texto retirado do blog :soldadonofront
quarta-feira, 1 de julho de 2009
O QUE SHAKESPEARE PENSA DE FIGURAS COMO ZÉ SARNEY
Por Theófilo Silva
quinta-feira, 25 de junho de 2009
CORRUPÇÃO:o câncer da democracia
quinta-feira, 4 de junho de 2009
MUDANÇAS CLIMÁTICAS:Uma verdade incoveniente
incomum está acontecendo na natureza. Estamos vivenciando uma época de intensas ondas de
calor em todo o mundo, de tempestades, secas e furacões cada vez mais severos, assim como
o aumento de epidemias e a extinção de inúmeras espécies. Esses fenômenos têm sido
apontados como conseqüência da mudança do clima na terra.
No filme “Uma Verdade Inconveniente: o que devemos fazer (e saber) sobre o
aquecimento global” dirigido por Davis Guggenheim e apresentado pelo ambientalista e exvice-
presidente dos Estados Unidos Al Gore, o aquecimento global e suas conseqüências são
retratados de forma realista. De caráter informativo e ao mesmo tempo impactante, o filme é
exibido em forma de um documentário, elaborado a partir das palestras proferidas por Al
Gore o redor do mundo.
Lançando mão de uma eloqüente retórica e de excelentes recursos audiovisuais que
exibem dados científicos e imagens de fenômenos naturais recentes, Al Gore argumenta de
forma convincente que a temperatura da terra está aumentando e que a principal causa desse
aquecimento são as ações do homem. A veracidade com que o tema é tratado é capaz de
remover qualquer dúvida de que as atividades humanas exercem influências na mudança do
clima. Além de nos deixar alarmados com os conseqüentes desastres ambientais a que
estamos sujeitos, ou melhor, que já estamos vivenciando.
O aquecimento global é causado pela intensificação do efeito estufa que, por sua vez, é
conseqüência do excesso da concentração de determinados gases na atmosfera, os chamados
gases de efeito estufa, dentre eles o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso. A
principal fonte desses gases tem sido atribuída particularmente à queima de combustíveis
fósseis e ao desmatamento.
ONU:aquecimento global ameaça segurança internacional
O texto, apoiado por 63 Estados, pede aos órgãos competentes da ONU que intensifiquem seus esforços consagrados ao estudo e tratamento do problema da mudança climática, "fundamentalmente suas repercussões sobre a segurança".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi encarregado de preparar um relatório detalhado, para a próxima sessão da Assembleia, em setembro, "sobre as eventuais repercussões da mudança climática na segurança", tendo em conta os pontos de vista dos Estados-membros e das organizações regionais e internacionais relevantes".
A resolução é resultado de uma campanha de um ano promovida por uma coalizão de pequenos Estados insulares em desenvolvimento, para chamar a atenção do mundo sobre as graves ameaças das mudanças climáticas.
"O aquecimento ameaça nossa própria existência", declarou a embaixadora de Nauru, Marlene Moses, que preside a coalizão.
Estas pequenas ilhas são particularmente vulneráveis ao aumento do nível dos oceanos que, segundo especialistas, vai subir um metro ou mais até 2100.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O NÚMERO DE SUICÍDIO É MAIOR DO QUE SE DIVULGA
Vanessa Canciam (*)
Há pouco mais de um ano, acontecimento ocorrido em Nova York, em plena Times Square, trouxe de volta a discussão ética sobre um polêmico tema presente no dia-a-dia da cobertura jornalística. Ele volta de tempos em tempos. E voltou semana passada no Brasil.
Em 22 de agosto de 2002, Allen Myerson, 47 anos, editor de economia do New York Times, jogou-se do 15º andar do prédio onde trabalhava por volta das 10h. Seu corpo foi resgatado poucos minutos depois no telhado do estacionamento do Times. A conclusão da polícia foi a de que realmente se tratava de suicídio.
No dia seguinte, os jornais americanos tinham abordagens distintas do fato, como é de se esperar de publicações com linhas editoriais diferentes. Muitos leitores e profissionais de imprensa consideraram, por exemplo, que a cobertura do Washington Post havia sido exagerada e sensacionalista, enquanto outros criticaram a postura extremamente reservada do New York Times. Iniciava-se então uma série de debates – nos EUA, em outros países, no Brasil – sobre a importância e a melhor de informar sobre atos suicidas.
Em grande parte das redações, é recomendado aos jornalistas que evitem ao máximo a divulgação de suicídios. A justificativa para esse procedimento se baseia na hipótese de que qualquer notícia sobre o assunto pode vir a ser o estopim de uma série de outros atos semelhantes. Entre as normas editoriais do grupo RBS (Rede Brasil Sul de Comunicações), por exemplo, consta o seguinte tópico: "As notícias sobre suicídios – a não ser em casos excepcionais – não devem ser divulgadas ou destacadas. (É fato comprovado que a divulgação de suicídios estimula a morte de suicidas potenciais)". O manual de Rádio e Televisão do Sistema Globo (principal grupo de mídia do Brasil) também faz referência ao tema: "Em princípio, não se deve divulgar casos ou tentativas de suicídio. Qualquer possibilidade de exceção deve ser cuidadosamente avaliada pela direção de jornalismo da emissora".
Fator humano
A primeira crítica que pode ser feita a essa prática é que não é fato comprovado nem existe consenso entre profissionais de saúde quanto à influência da mídia no estímulo ao suicídio. O psiquiatra Jacob Seldin, ouvido pela jornalista Miriam Abreu para o sítio brasileiro Comunique-se, por exemplo, não acredita na afirmação. "Desde que seja feita de forma ética não vejo problema." Miriam ouviu também o coordenador da área de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Unicamp, Wolgran Alves Vilela. "Acho que histórias que envolvem suicídio devem ser divulgadas sim, desde que não explorem o caso", diz ele. Vilela duvida também de que a divulgação provoque"efeito dominó". "A divulgação tem mais valor positivo do que negativo, já que aguça o interesse de estudiosos e autoridades, que tentam prevenir mais casos de suicídio", diz o psiquiatra.
Psiquiatras e sociólogos norte-americanos, em entrevista ao jornalista Mark Miller, manifestaram opinião diferente. Madelyn Gould, da Universidade de Colúmbia, por exemplo, acredita que qualquer detalhe de um suicídio publicado na imprensa pode provocar outro suicídio. Seguindo essa linha de pensamento, David Philips, sociólogo da Universidade da Califórnia, apresenta dados de pesquisa segundo a qual há um aumento de 2% em casos de suicídio quando uma história semelhante aparece na imprensa.
O psiquiatra, professor e autor dos livros Do suicídio e O que é suicídio, Roosevelt Cassorla, acredita que a influência da mídia pode existir em alguns casos, como acontece com a divulgação de mortes de pessoas famosas. "No caso de pessoas pouco conhecidas a influência é menor, mas há uma tendência mundial a não noticiar esses casos nos jornais, também por respeito à pessoa suicida e a sua família", diz Cassorla. O psiquiatra aponta também que uma notícia pode influenciar apenas pessoas com alguma predisposição ou algum grau de perturbação mental ou emocional.
Não há consenso sobre o assunto. E, ainda que tal consenso existisse, não seria correto utilizá-lo como único parâmetro para guiar a cobertura da imprensa.
Eugênio Bucci, no livro Sobre ética e imprensa, faz uma série de críticas a esse procedimento estritamente teleológico e utilitarista. Estará agindo eticamente um jornalista que deixa de publicar uma informação por considerar que ela provocará conseqüências negativas? Segundo Bucci, "jornalistas não são profetas para prever com eficácia as conseqüências de uma divulgação". E ainda: "O jornalista não age para obter resultados que não sejam o de bem informar o público; ele não tem autorização ética para perseguir outros fins que não esse".
Partindo da premissa de que o jornalista não age para obter resultados que não sejam o de bem informar o público, uma pergunta fica evidente: suicídios preenchem os critérios de noticiabilidade que definem qual informação se caracteriza como uma notícia? Por interesse jornalístico, entende-se que a conjugação de um ou mais elementos como ineditismo, atualidade, universalidade, proximidade, utilidade, intensidade, difusão, interesse público e fator humano.
Divulgação franca
Um suicídio coletivo de radicais religiosos, por exemplo, seria uma notícia, já que preenche alguns dos critérios citados acima. Na mesma situação estão os suicídios cometidos por pessoas conhecidas do público, como políticos, atores, músicos. Como ocultar a causa mortis do ex-presidente Getúlio Vargas, ou do roqueiro Kurt Cobain? E como tratar suicídios de pessoas desconhecidas? Seria correto não divulgar um suicídio ocorrido num local público, como o de Allen Myerson?
À primeira vista, o ato do suicídio parece interessar apenas a quem o pratica e a seus parentes, não havendo motivo que justifique a divulgação – pode parecer invasão de privacidade, apenas com o objetivo de promover espetáculo sensacionalista que dê conta da curiosidade perversa do público. Entretanto, até que ponto o suicídio de qualquer pessoa deve ser entendido como algo estritamente pessoal que não seria de interesse das outras pessoas de uma sociedade?
Várias perspectivas que enfocam o assunto consideram o suicídio como um fenômeno social, e não individual, o que justificaria sua divulgação. Kalina e Kovadloff, no livro As cerimônias da destruição, afirmam que "a psiquiatria até o momento encarou o suicídio como um fenômeno individual. Entretanto, as intensas pressões que as condutas coletivas ou os fatos sociais exercem sobre nossa vida privada e profissional permitem demonstrar, sem esforço, a insuficiência teórica de vê-lo como uma patologia exclusivamente individual".
Cleto Brasileiro Pontes, no livro Suicídio em Fortaleza, também vê o suicídio como um ato de interesse público: "O ato de se matar não deve ser visto como algo isolado e tampouco como uma patologia psíquica simplesmente, onde o ato se acaba na individualidade do suicida. Acreditamos, pois, que através dele é permitido compreender o grau de satisfação em que vivem os integrantes de uma comunidade. De uma forma mais precisa, poderíamos dizer que este ato serve de parâmetro para determinar a saúde mental de uma população".
Kalina e Kovadloff apontam também que o suicídio deve deixar de ser um tema tabu para que possa ser tratado como um problema de saúde social. "Se é certo que na atualidade a patologia suicida é uma patologia social, então a terapêutica não pode ser senão comunitária. Sua prática ultrapassará o campo do consultório individual para impor como necessários o contato do médico com a família do paciente, as autoridades políticas, educacionais e, de modo geral, com todas as áreas responsáveis e representativas da vida institucional de uma nação. Com sua morte, o suicida não nos diz somente que já não se suportava mais. Também fala de nós. Demonstra por um lado que não podia continuar nos tolerando".
O suicídio, assim como outras manifestações sociais – a loucura, os assassinatos, crimes hediondos – questionam diretamente a própria estrutura social. Sendo assim, é possível afirmar que se trata de um assunto de interesse público na medida em que reflete uma situação social que não deve ficar sob sombras. Na opinião de Cassorla, por exemplo, o ideal nesses casos é acrescentar à notícia uma chamada para a necessidade de procura de alguma ajuda por parte dos eventuais leitores – ou diretamente ou em declaração de algum especialista. Talvez essa seja uma das saídas para se fazer, com responsabilidade, uma divulgação franca e aberta sobre assuntos delicados. Isso porque a história já tem dado provas de que a desinformação só contribui para a criação de mitos que nada tem a ver com a realidade.
SEM SABER
segunda-feira, 1 de junho de 2009
DEUS NOS ACUDA
sábado, 23 de maio de 2009
A MALDADE É GENÉTICA?
Haroldo Matias
PORQUE NO BRASIL NÃO É ASSIM?
Michael Martin, o presidente do Parlamento britânico, demitiu-se ontem na sequência de vários escândalos envolvendo despesas irregulares realizadas por vários deputados. Esta é primeira vez em 300 anos que um “Speaker” da Casa dos Comuns se demite.Há cerca de duas semanas, o Daily Telegraph começou a publicar um conjunto de noticias sobre várias despesas dos deputados, muitas delas abusivas e relacionadas com despesas de representação e deslocação. As práticas prolongaram-se por anos e Martin, que tem como missão representar e defender todos e cada um dos deputados, acabou por ser a vítima mais fácil e inevitável.Gordon Brown, primeiro-ministro e ele próprio envolvido no escândalo, anunciou que a gestão das despesas dos deputados deixará de ser feita pelos próprios. O caso está a ganhar uma dimensão profunda na sociedade britânica, escreve o Financial Times, segundo o qual, os deputados estão cada vez menos entusiasmados com o seu papel na sociedade. “Detesto estar aqui”, afirmou um deputado citado pelo FT, que realça ainda uma das últimas frases de Michael Martin: “Estou feliz por ir embora”.
AONDE ESTÃO OS CULPADOS?
A palavra "mensalão" foi então adotada pela mídia para se referir ao caso. A primeira vez que a palavra foi grafada em um veículo de comunicação de grande reputação nacional ocorreu no jornal Folha de S.Paulo, na matéria do dia 6 de junho de 2005. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol já foi traduzida como "mensalón" e em inglês como "big monthly allowance" (grande pagamento mensal) e "vote-buying" (compra de votos).
Foi descoberto em julho de 2008, durante uma investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do mensalão. Através do Banco Opportunity Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazonia Telecom. As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que, segundo a PF, alimentava o Valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares. A Polícia Federal pôde chegar a essa conclusão após a Justiça ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity.
TUDO POR DINHEIRO
quinta-feira, 21 de maio de 2009
FALTA VONTADE POLÍTICA PARA ACABAR COM A FOME
O director-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) disse esta segunda-feira, em Lisboa, que «falta vontade política» para acabar com o flagelo da fome no mundo, que atinge mais de 860 milhões de pessoas, noticia a agência Lusa.
«Os aumentos dos preços dos cereais são um problema cada vez mais sério, mas já o tínhamos previsto há meses atrás. Todas as estatísticas indicavam que esta crise iria acontecer», disse Jacques Diouf à agência Lusa, em declarações à margem da assinatura, em Lisboa, de um acordo de cooperação entre a FAO e a Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL).
Para o responsável máximo da FAO, apesar da actual e preocupante situação ter sido prevista, «infelizmente as pessoas só agem quando a crise já está instalada».
Falta de vontade política
Questionado sobre as possíveis soluções, Diouf falou da «falta de vontade política» para resolver o problema.
«Aumentar a produtividade dos países mais pobres e que importam mais alimentos, ajudar os que dependem das importações, como é o caso de vários países africanos», defendeu.
No entender do secretário-geral da FAO, «a ajuda alimentar continua a ser necessária, nomeadamente para regiões como o Darfur (Sudão) ou para países que sofrem conflitos armados e que não têm dinheiro para comprar alimentos».
Apesar da fome e do recente aumento dos preços dos alimentos, nomeadamente dos cereais, serem um problema global que atinge diversas regiões «desde a América Latina, Ásia e Caraíbas», Diouf chamou a atenção para o que se passa no continente africano, «naturalmente o mais afectado».
«É um problema global que atinge fortemente o continente africano», frisou.
LIXO: VONTADE POLÍTICA
As autoridades brasileiras ainda tratam o lixo como o último tópico do saneamento básico, apesar do crescimento em todo o país dos lixões que abrigam milhares de trabalhadores em condições sub-humanas, além de propiciarem a contaminação do solo e das águas.
Soluções simples para o tratamento do lixo nos grandes e pequenos centros urbanos brasileiros já provaram ser eficientes. Temos, portanto, que encarar como um problema que necessita de resolução a partirmos para uma solução.
Os passos que levam a solução parcial do problema são:· Acondicionamento do resíduo sólido (lixo);· Transporte do resíduo sólido (lixo);· Coleta seletiva;· Reciclagem;· Armazenamento do resíduo final;· Outros.
Os primeiros passos são o acondicionamento e o transporte do lixo, com o estabelecimento de medidas legais que permitam a organização do sistema de limpeza dando início a um melhor funcionamento de todo o sistema de higienização das ruas e do meio ambiente. Dentro das residências, estabelecimentos comerciais, hospitalares e indústrias deverão ser feitos os acondicionamentos necessários, pois reduzem as possibilidades de contaminação até o seu destino final. O transporte constitui fase importante e requer boa parte dos recursos financeiros disponíveis, sendo aconselhável fazer a coleta em dias alternados para baixar os custos.
A coleta seletiva é a coleta consciente e fundamental para o melhor aproveitamento do lixo e produz diversas alternativas como a coleta em locais determinados de resíduos específicos destinados a reciclagem; a coleta distinta para os diferentes resíduos domésticos e um amplo incentivo às indústrias de reciclagem, responsáveis pela conta de seu produto primário entre outras alternativas.
A reciclagem, hoje, enfrenta grandes problemas em sua implantação, devido ao seu alto custo. É chegado o momento de discernir se o custo financeiro é maior do que o custo ambiental e até quando o planeta e a qualidade de vida da população serão prejudicados em benefício de alguns que detém o controle econômico.
A evolução tecnológica atual ainda não propicia um grande aproveitamento do lixo restando sempre um grande resíduo final que precisará ser armazenado até que uma utilidade seja atribuída a ele.
Atualmente no Brasil os lixões, a céu aberto, têm sido o local de armazenamento e se mostram altamente ineficientes, sendo o aterro sanitário a solução provisória mais conveniente. Considerações devem ser feitas aos aterros, devido ao seu grau de periculosidade para o solo e as águas, necessitando de estudos rigorosos do tipo de resíduo a ser aterrado e do local destinado para isso.
Em Brasília, a coleta seletiva ainda não atingiu todo o plano piloto e a reciclagem ainda é um projeto para o futuro. Os lixões estão localizados em áreas abandonadas pelo sistema de limpeza urbana, propiciando focos de doenças e o trabalho sub-humano. O projeto é pouco ousado e não tem se mostrado eficiente.
O problema é constrangedor e precisa de mobilização da comunidade e das autoridades para agilizar o processo de resgate da qualidade de vida do homem e de seu meio. Campanhas que orientam a comunidade, debates nas escolas, fiscalização dos lixões, construções de aterros sanitários, implantação da coleta seletiva em todo o Distrito Federal, são algumas das primeiras atitudes que deveriam ser tomadas pelas autoridades, além do incentivo aos grupos ambientais locais que poderiam ajudar na tarefa de fiscalização e divulgação para a sociedade das campanhas desenvolvidas. Se a comunidade e as autoridades locais trabalharem juntas poderão aumentar o padrão de vida da população.
O artigo acima é parte integrante da revista Meio Ambiente no. 1www.revistameioambiente.com.br
quarta-feira, 20 de maio de 2009
APOCALIPSE NÃO!
*Diminuir o uso de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, querosene) e aumentar o uso de biocombustíveis (exemplo: biodíesel) e etanol.
*Os automóveis devem ser regulados constantemente para evitar a queima de combustíveis de forma desregulada. O uso obrigatório de catalisador em escapamentos de automóveis, motos e caminhões.
*Instalação de sistemas de controle de emissão de gases poluentes nas indústrias.
*Ampliar a geração de energia através de fontes limpas e renováveis: hidrelétrica, eólica, solar, nuclear e maremotriz. Evitar ao máximo a geração de energia através de termoelétricas, que usam combustíveis fósseis.
*Sempre que possível, deixar o carro em casa e usar o sistema de transporte coletivo (ônibus, metrô, trens) ou bicicleta.
*Colaborar para o sistema de coleta seletiva de lixo e de reciclagem.
*Recuperação do gás metano nos aterros sanitários.
*Usar ao máximo a iluminação natural dentro dos ambientes domésticos.
*Não praticar desmatamento e queimadas em florestas. Pelo contrário, deve-se efetuar o plantio de mais árvores como forma de diminuir o aquecimento global.
*Uso de técnicas limpas e avançadas na agricultura para evitar a emissão de carbono.
*Construção de prédios com implantação de sistemas que visem economizar energia (uso da energia solar para aquecimento da água e refrigeração).
terça-feira, 19 de maio de 2009
IMPUNIDADE E FALTA DE LEIS CRIARAM PARAÍSO PARA PEDÓFILOS
Fonte:24 Horas News
ALERTA VERMELHO
Fazer deste mundo um lugar melhor para nossos filhos e netos é o nosso dever não adiemos mais.Vamos nos unir contra este inimigo em comum,vamos à luta.
CORRUPÇÃO: O CÂNCER SOCIAL
Tipos formais de agentes de corrupção
Os agentes que praticam a corrupção são classificados em dois tipos: os agentes de corrupção ativa (agentes que oferecem e/ou dão dinheiro) e os agentes de corrupção passiva (agentes que pedem e/ou recebem dinheiro).
A corrupção é um crime biunívoco no sentido matemático do termo pelo fato de que para cada corrupto existente no domínio governamental existe um outro corrupto no contra-domínio privado.
Agentes de corrupção passiva (ou “agentes públicos corrompidos”) são governantes ou funcionários públicos que utilizam o poder do Estado para atender às demandas especiais dos agentes corruptores. Governantes são funcionários públicos temporários eleitos democraticamente ou funcionários públicos colocados em cargos de confiança pelos que foram eleitos (em função da legislação).
Agentes de corrupção ativa (ou “agentes privados corruptores” são ou empresários ou gestores de empresas ou gestores de grupos religiosos ou líderes de grupos étnicos ou líderes de grupos de interesse) que buscam aumentar seu poder político e financeiro em relação ao poder político de seus concorrentes do resto da sociedade.
Nem sempre o agente privado é aquele que inicia o acto de corrupção. As leis e normas do serviço público às vezes são usadas pelo agente público para dar início ao ato da corrupção. Por exemplo, o agente público pode não aprovar um pedido de alvará de comércio de um comerciante até que este se disponha a pagar um valor monetário determinado. Consequentemente, dentro da lógica de uma economia de mercado falseada, este conceito pode tornar-se muito mais complexo. Em países especialmente marcados pela corrupção, frequentemente são os próprios detentores de cargos públicos a tomar a iniciativa de se aproximar, directa ou indirectamente, dos agentes económicos, propondo a concessão de contratos, mediante o pagamento de uma “comissão”, em dinheiro ou em espécie. Em tal contexto, a noção de activo ou passivo ficará claramente distorcida. Com efeito, já não se trata apenas de alguém a tentar viciar, pontualmente, as regras do mercado, obtendo para si ou para uma determinada empresa benefícios especiais, face aos concorrentes. Pelo contrário, antes se trata agora de uma acção encetada por figuras detentoras do poder de decisão, que seleccionam e convidam as empresas de acordo com o nível dos pagamentos que intentam extorquir. No primeiro caso, as regras do mercado são violadas. No segundo, o mercado deixa de funcionar, acabando, em situações extremas, por se verificar o desaparecimento de empresas concorrentes. Passa, assim, a existir uma espécie de “sociedade” que engloba um reduzido grupo de empresários e os detentores de cargos públicos. De salientar que corrupção não é um crime sem vítimas. De facto, quando esta se torna endémica, os dinheiros públicos deixam de ser investidos em projectos ou infra-estruturas realmente necessários, susceptíveis de melhorar a qualidade de vida das populações, antes ocorrendo em áreas da economia de interesse marginal. As empresas não beneficiadas perdem, os cidadãos sofrem as consequências de investimentos estéreis e, numa óptica global, a sociedade fica mais pobre.
Este tipo de corrupção pode conduzir a fortes distorções do mercado, violando, pelos seus efeitos,as boas práticas de concorrência. Nos países em que a corrupção é mais endémica, práticas como os "Negócios com o Estado à Mobutu", como era denominada no Zaire a relação entre os agentes privados e o poder político, ou, em Portugal, a figura do "Cambão" ( acordo entre empresas e o poder público, que permite a um grupo reduzido de agentes ganhar, rotativamente, os concursos), ou "as Empreitadas à Minhota" (designação conferida em certas localidades transmonanas aos concursos públicos, deferidos em função dos "envelopes" entregues a uma figura do poder local), condicionam fortemente o desenvolvimento económico das regiões.
Em última análise, o fluir da actividade económica não vai ao encontro das reais necessiades das populações, mas sim dos interessses ilícitos dos agentes políticos, em conluio com um reduzido número de empresários - pelas razões óbvias, geralmente no âmbito das obras públicas. Em vez de se fomentar um empreendedorismo criativo e salutar, são antes favorecidas intervenções que trazem um reduzido valor acrescentado ao bem-estar das populações.
Só mediante um efectivo funcionamento das instituições democráticas, de um direito da concorrência implementado de forma rigorosa e, naturalmente, de um controle efectuado por instituições supervisoras, pelos "mass-media" e pela população, em geral, se poderá combater uma tão nefasta prática.
O nome que tem se firmado no mundo ocidental para os crimes desta natureza é “crime de colarinho branco”, em função de seus agentes envergarem, geralmente, os trajes que caracterizam o mundo dos negócios ou da política, como terno, gravata e camisa com colarinho branco.
A corrupção política pode ser grande ou pequena e organizada ou desorganizada. Pode se iniciar nos escritórios de agentes políticos e seus partidos, nos escritórios das grandes ou pequenas empresas, nos escritórios de agências governamentais. Pode também se iniciar até mesmo em reuniões sociais como festas de aniversário, de casamento ou de velhos amigos da escola.
Tipos de crimes de corrupção
Os tipos mais comuns de corrupção são:
Suborno ou Propina
Nepotismo
Extorsão
Tráfico de influência
Utilização de informação governamental privilegiada para fins pessoais ou de pessoas amigas ou parentes
Compra e venda de sentenças judiciárias
Recebimento de presentes ou de serviços de alto valor por autoridades
Presentes de alto valor também são considerados uma forma de suborno. Qualquer presente acima de 200 dólares dado ao Presidente dos Estados Unidos da América é considerado um presente ao Gabinete da Presidência e não ao próprio presidente (ou a membros de sua família). A lei diz que o Presidente pode comprar o presente do Gabinete se quiser levá-lo consigo quando acabar seu período como funcionário público.
Não me preocupa o grito dos maus e sim, o silêncio dos bons.
