sábado, 23 de maio de 2009
A MALDADE É GENÉTICA?
Haroldo Matias
PORQUE NO BRASIL NÃO É ASSIM?
Michael Martin, o presidente do Parlamento britânico, demitiu-se ontem na sequência de vários escândalos envolvendo despesas irregulares realizadas por vários deputados. Esta é primeira vez em 300 anos que um “Speaker” da Casa dos Comuns se demite.Há cerca de duas semanas, o Daily Telegraph começou a publicar um conjunto de noticias sobre várias despesas dos deputados, muitas delas abusivas e relacionadas com despesas de representação e deslocação. As práticas prolongaram-se por anos e Martin, que tem como missão representar e defender todos e cada um dos deputados, acabou por ser a vítima mais fácil e inevitável.Gordon Brown, primeiro-ministro e ele próprio envolvido no escândalo, anunciou que a gestão das despesas dos deputados deixará de ser feita pelos próprios. O caso está a ganhar uma dimensão profunda na sociedade britânica, escreve o Financial Times, segundo o qual, os deputados estão cada vez menos entusiasmados com o seu papel na sociedade. “Detesto estar aqui”, afirmou um deputado citado pelo FT, que realça ainda uma das últimas frases de Michael Martin: “Estou feliz por ir embora”.
AONDE ESTÃO OS CULPADOS?
A palavra "mensalão" foi então adotada pela mídia para se referir ao caso. A primeira vez que a palavra foi grafada em um veículo de comunicação de grande reputação nacional ocorreu no jornal Folha de S.Paulo, na matéria do dia 6 de junho de 2005. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol já foi traduzida como "mensalón" e em inglês como "big monthly allowance" (grande pagamento mensal) e "vote-buying" (compra de votos).
Foi descoberto em julho de 2008, durante uma investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do mensalão. Através do Banco Opportunity Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazonia Telecom. As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que, segundo a PF, alimentava o Valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares. A Polícia Federal pôde chegar a essa conclusão após a Justiça ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity.
TUDO POR DINHEIRO
quinta-feira, 21 de maio de 2009
FALTA VONTADE POLÍTICA PARA ACABAR COM A FOME
O director-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) disse esta segunda-feira, em Lisboa, que «falta vontade política» para acabar com o flagelo da fome no mundo, que atinge mais de 860 milhões de pessoas, noticia a agência Lusa.
«Os aumentos dos preços dos cereais são um problema cada vez mais sério, mas já o tínhamos previsto há meses atrás. Todas as estatísticas indicavam que esta crise iria acontecer», disse Jacques Diouf à agência Lusa, em declarações à margem da assinatura, em Lisboa, de um acordo de cooperação entre a FAO e a Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL).
Para o responsável máximo da FAO, apesar da actual e preocupante situação ter sido prevista, «infelizmente as pessoas só agem quando a crise já está instalada».
Falta de vontade política
Questionado sobre as possíveis soluções, Diouf falou da «falta de vontade política» para resolver o problema.
«Aumentar a produtividade dos países mais pobres e que importam mais alimentos, ajudar os que dependem das importações, como é o caso de vários países africanos», defendeu.
No entender do secretário-geral da FAO, «a ajuda alimentar continua a ser necessária, nomeadamente para regiões como o Darfur (Sudão) ou para países que sofrem conflitos armados e que não têm dinheiro para comprar alimentos».
Apesar da fome e do recente aumento dos preços dos alimentos, nomeadamente dos cereais, serem um problema global que atinge diversas regiões «desde a América Latina, Ásia e Caraíbas», Diouf chamou a atenção para o que se passa no continente africano, «naturalmente o mais afectado».
«É um problema global que atinge fortemente o continente africano», frisou.
LIXO: VONTADE POLÍTICA
As autoridades brasileiras ainda tratam o lixo como o último tópico do saneamento básico, apesar do crescimento em todo o país dos lixões que abrigam milhares de trabalhadores em condições sub-humanas, além de propiciarem a contaminação do solo e das águas.
Soluções simples para o tratamento do lixo nos grandes e pequenos centros urbanos brasileiros já provaram ser eficientes. Temos, portanto, que encarar como um problema que necessita de resolução a partirmos para uma solução.
Os passos que levam a solução parcial do problema são:· Acondicionamento do resíduo sólido (lixo);· Transporte do resíduo sólido (lixo);· Coleta seletiva;· Reciclagem;· Armazenamento do resíduo final;· Outros.
Os primeiros passos são o acondicionamento e o transporte do lixo, com o estabelecimento de medidas legais que permitam a organização do sistema de limpeza dando início a um melhor funcionamento de todo o sistema de higienização das ruas e do meio ambiente. Dentro das residências, estabelecimentos comerciais, hospitalares e indústrias deverão ser feitos os acondicionamentos necessários, pois reduzem as possibilidades de contaminação até o seu destino final. O transporte constitui fase importante e requer boa parte dos recursos financeiros disponíveis, sendo aconselhável fazer a coleta em dias alternados para baixar os custos.
A coleta seletiva é a coleta consciente e fundamental para o melhor aproveitamento do lixo e produz diversas alternativas como a coleta em locais determinados de resíduos específicos destinados a reciclagem; a coleta distinta para os diferentes resíduos domésticos e um amplo incentivo às indústrias de reciclagem, responsáveis pela conta de seu produto primário entre outras alternativas.
A reciclagem, hoje, enfrenta grandes problemas em sua implantação, devido ao seu alto custo. É chegado o momento de discernir se o custo financeiro é maior do que o custo ambiental e até quando o planeta e a qualidade de vida da população serão prejudicados em benefício de alguns que detém o controle econômico.
A evolução tecnológica atual ainda não propicia um grande aproveitamento do lixo restando sempre um grande resíduo final que precisará ser armazenado até que uma utilidade seja atribuída a ele.
Atualmente no Brasil os lixões, a céu aberto, têm sido o local de armazenamento e se mostram altamente ineficientes, sendo o aterro sanitário a solução provisória mais conveniente. Considerações devem ser feitas aos aterros, devido ao seu grau de periculosidade para o solo e as águas, necessitando de estudos rigorosos do tipo de resíduo a ser aterrado e do local destinado para isso.
Em Brasília, a coleta seletiva ainda não atingiu todo o plano piloto e a reciclagem ainda é um projeto para o futuro. Os lixões estão localizados em áreas abandonadas pelo sistema de limpeza urbana, propiciando focos de doenças e o trabalho sub-humano. O projeto é pouco ousado e não tem se mostrado eficiente.
O problema é constrangedor e precisa de mobilização da comunidade e das autoridades para agilizar o processo de resgate da qualidade de vida do homem e de seu meio. Campanhas que orientam a comunidade, debates nas escolas, fiscalização dos lixões, construções de aterros sanitários, implantação da coleta seletiva em todo o Distrito Federal, são algumas das primeiras atitudes que deveriam ser tomadas pelas autoridades, além do incentivo aos grupos ambientais locais que poderiam ajudar na tarefa de fiscalização e divulgação para a sociedade das campanhas desenvolvidas. Se a comunidade e as autoridades locais trabalharem juntas poderão aumentar o padrão de vida da população.
O artigo acima é parte integrante da revista Meio Ambiente no. 1www.revistameioambiente.com.br
quarta-feira, 20 de maio de 2009
APOCALIPSE NÃO!
*Diminuir o uso de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, querosene) e aumentar o uso de biocombustíveis (exemplo: biodíesel) e etanol.
*Os automóveis devem ser regulados constantemente para evitar a queima de combustíveis de forma desregulada. O uso obrigatório de catalisador em escapamentos de automóveis, motos e caminhões.
*Instalação de sistemas de controle de emissão de gases poluentes nas indústrias.
*Ampliar a geração de energia através de fontes limpas e renováveis: hidrelétrica, eólica, solar, nuclear e maremotriz. Evitar ao máximo a geração de energia através de termoelétricas, que usam combustíveis fósseis.
*Sempre que possível, deixar o carro em casa e usar o sistema de transporte coletivo (ônibus, metrô, trens) ou bicicleta.
*Colaborar para o sistema de coleta seletiva de lixo e de reciclagem.
*Recuperação do gás metano nos aterros sanitários.
*Usar ao máximo a iluminação natural dentro dos ambientes domésticos.
*Não praticar desmatamento e queimadas em florestas. Pelo contrário, deve-se efetuar o plantio de mais árvores como forma de diminuir o aquecimento global.
*Uso de técnicas limpas e avançadas na agricultura para evitar a emissão de carbono.
*Construção de prédios com implantação de sistemas que visem economizar energia (uso da energia solar para aquecimento da água e refrigeração).
